Muitas notícias têm sido
publicadas sobre os “seguristas” e os seus posicionamentos na lista de
deputados. Gosto especialmente da notícia que deseja Boa Sorte, como quem se
põe à margem da campanha, para depois poder, julgam, ajustar contas.
As virgens ofendidas!
Este é que é o espírito! O
verdadeiro espírito socialista. Aquele, igual ao de muitos militantes que nunca
tiveram lugar nenhum, e que estão SEMPRE presentes. Nos comícios. Nas reuniões.
Nos jantares.
São estes camaradas que falam em
necessidade de primárias para escolha dos candidatos a deputados. Justificam
com a necessidade de abrir o partido à sociedade civil. Pois…de facto, querem
aproximar-se da sociedade civil, sem nunca pensarem que o chiqueiro que fazem
nas notícias, nos telejornais, nas redes sociais, afasta os cidadãos da política,
e do Partido Socialista.
Aqui por Oeiras, como não podia
deixar de ser a história repete-se. Dizem, entre eles, que Oeiras é
uma Aldeia Gaulesa, de onde tomarão o poder na Federação da Área Urbana de
Lisboa. Justificam-se assim, os flic flacs a que assistimos recentemente.
Não foi há muito tempo que houve
eleições internas. Foi há 1 ano e meio. Essas começaram, para alguns, muito
antes. Ainda em campanha eleitoral para as autárquicas, já os protagonistas da
ética estavam no terreno a “chatear os militantes” com o estado de coisas, que
no seu entender não podiam continuar com a mesma presidente: Eu.
Fomos a eleições, e o resultado
foi claro. A direção política manteve-se.
O que fizemos, desde essa altura?
Terá sido nada?
O trabalho está documentado.
Nunca um secretariado de uma comissão política fez tanto trabalho de terreno.
Nunca um secretariado da comissão política falou com tantas instituições, sem
que o fizesse em ações relâmpago. Nunca um secretariado da comissão política
fez tantas atividades. Debates. Jantares. Convívios. Convenção. Comissões políticas
para debate de temas específicos com incidência local.
Não será por falta de trabalho
que poderão um dia acusar de falta de atividade política, nem da falta de
A verdade é que nestes jantares,
reuniões, debates, nem todos aparecem. Até se iniciam reuniões mais
tarde, para que todos possam calmamente chegar dos seus jantares e afazeres, fora
de horas, com o respeito pelos outros que lhes é conhecido.
A última comissão política estava
cheia. E depois de apresentados os critérios e explicada a decisão do
secretariado da Comissão politica sobre os nomes a apresentar, lá ouvimos nós
que esta lista não representava as tendências do PS de Oeiras.
Claro, que este argumento cai por
terra. Então, onde esteve a aproximação durante este ano e meio de trabalho?
Foi na construção de posições em sede de secretariado alargado com os membros
da liderança de bancada da assembleia municipal? Foi na tentativa de alterar os
votos das reuniões de Câmara para as reuniões da assembleia municipal? Foi nas
declarações de voto onde escrevem que só tomaram uma dada posição por decisão
do órgão competente? Ou era só a vontade de ter mais palmas na Assembleia
Municipal?
Foi na articulação das propostas
de recomendação apresentadas em Assembleia Municipal, que apesar de se ter
pedido que fossem remetidas para o secretariado com tempo para que este se
pronunciasse, são enviadas às 12h do dia da reunião que começa às 15h?
Foi na participação efusiva nas
atividades da concelhia?
Foi na articulação de lista única
para as eleições do último congresso? (que começou por ser só a possibilidade
de se fazer lista única para acabarem com a exigência do lugar x e do lugar y?).
Bom...a resposta é simples.
A aproximação é só para o momento
das listas. Diria: é oportunista.
E diria ainda, que não estou
disponível para receber recados de quem faz de conta de querer conversar, alegando
muita preocupação com o partido, com o futuro.
Não estou disponível para manchar
o nome do PS Oeiras com atitudes mesquinhas.
Hoje. Amanha. Quando e onde quiserem.
Podemos analisar e discutir o que se passou. Podemos pensar o futuro. Com
seriedade. Com verdadeiro sentido de unidade. Com verdadeiro espírito
socialista.

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