Assisti este mês à cerimónia de aniversário da Freguesia de
Barcarena. Comemorou-se o 180º aniversário. Cerimónia digna, bem organizada,
onde foi homenageado o ainda autarca Guerreiro Soares e a Associação
Humanitária dos Bombeiros Voluntários e Progresso Barcarenense.
Nada a dizer.
Interessante foi o momento dos discursos políticos. Curioso
foi observar que todos sem exceção, deram pancada no Presidente da Câmara.
Começou a CDU, com a memória do programa eleitoral do Paulo Vistas. Correu mal,
para este, pois tudo o que disse o Tiago Rodrigues é verdade. Seguiu-se o PSD
pela voz de Victor Cardoso, que enumerou uma série de fraquezas da freguesia e
questionou de forma velada este encontro, este casamento, entre PSD e Paulo
Vistas e o silêncio do seu PSD.
Foi então a vez do PS. O líder da AF de Barcarena, disse
essencialmente que há anos que tudo está igual. Que não se veem melhorias.
Acrescentou que a Freguesia continua sem ser parte das preocupações do
executivo (de quem verdadeiramente executa). Falou da AUGI de Leceia, com a
ironia que a obra merece:
Depois o líder de bancada do PVMF (Paulo Vistas Mais à
Frente) disse que Barcarena não está mais atrás. Está ligeiramente atrás, pois
afinal nada do que ele esperava se concretizou.
Mas o melhor discurso foi mesmo o do Presidente da Junta!
Começou por fazer vénias militares ao Presidente da Câmara, como se de camaradas
de armas se tratassem, e foi dizendo que este é o modelo de governação que quer
e em que acredita, mas que gostava de ter mais competências, mais soluções, e
mais integração dos seus problemas nas preocupações do “seu” Presidente.
O Presidente, Paulo Vistas, esteve 40 minutos a defender-se.
40 minutos a nada dizer, a não ser que ideologicamente não acredita na
descentralização da Câmara para as juntas, apesar de acreditar na
descentralização do Estado para as Câmaras (caso da educação), o que é uma
enorme ambivalência, o que também não nos admira.
E acrescentou 4 notas, tiradas do bolso e escritas num
pequeno cartão:
- Sobre Leceia, que o Tiago Gonçalves tinha sido excessivo (o que em linguagem deste tipo de políticos significa: tens razão);
- Que finalmente se vai arranjar a Capela de S. Bruno;
- Que finalmente se vai construir o Centro Social e Paroquial de Barcarena;
- Não me lembro, e ele provavelmente, também não!

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