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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Não me lembro…Paulo Vistas também não.

Assisti este mês à cerimónia de aniversário da Freguesia de Barcarena. Comemorou-se o 180º aniversário. Cerimónia digna, bem organizada, onde foi homenageado o ainda autarca Guerreiro Soares e a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários e Progresso Barcarenense.

Nada a dizer.

Interessante foi o momento dos discursos políticos. Curioso foi observar que todos sem exceção, deram pancada no Presidente da Câmara. Começou a CDU, com a memória do programa eleitoral do Paulo Vistas. Correu mal, para este, pois tudo o que disse o Tiago Rodrigues é verdade. Seguiu-se o PSD pela voz de Victor Cardoso, que enumerou uma série de fraquezas da freguesia e questionou de forma velada este encontro, este casamento, entre PSD e Paulo Vistas e o silêncio do seu PSD.

Foi então a vez do PS. O líder da AF de Barcarena, disse essencialmente que há anos que tudo está igual. Que não se veem melhorias. Acrescentou que a Freguesia continua sem ser parte das preocupações do executivo (de quem verdadeiramente executa). Falou da AUGI de Leceia, com a ironia que a obra merece: 


Depois o líder de bancada do PVMF (Paulo Vistas Mais à Frente) disse que Barcarena não está mais atrás. Está ligeiramente atrás, pois afinal nada do que ele esperava se concretizou.

Mas o melhor discurso foi mesmo o do Presidente da Junta! Começou por fazer vénias militares ao Presidente da Câmara, como se de camaradas de armas se tratassem, e foi dizendo que este é o modelo de governação que quer e em que acredita, mas que gostava de ter mais competências, mais soluções, e mais integração dos seus problemas nas preocupações do “seu” Presidente.

O Presidente, Paulo Vistas, esteve 40 minutos a defender-se. 40 minutos a nada dizer, a não ser que ideologicamente não acredita na descentralização da Câmara para as juntas, apesar de acreditar na descentralização do Estado para as Câmaras (caso da educação), o que é uma enorme ambivalência, o que também não nos admira.

E acrescentou 4 notas, tiradas do bolso e escritas num pequeno cartão:
  1. Sobre Leceia, que o Tiago Gonçalves tinha sido excessivo (o que em linguagem deste tipo de políticos significa: tens razão); 
  2. Que finalmente se vai arranjar a Capela de S. Bruno; 
  3. Que finalmente se vai construir o Centro Social e Paroquial de Barcarena; 
  4. Não me lembro, e ele provavelmente, também não!


terça-feira, 5 de maio de 2015

segunda-feira, 16 de março de 2015

There can be only one

Durante o fim-de-semana dei por mim a lembrar-me quer do filme quer da série Highlander.

Para quem não se lembra do enredo de ambos Highlander era a história de uns seres, humanos, que caminham entre nós e que lutam entre si pelo prémio de se tornarem imortais. Para tal tinham de se combater e matarem-se uns aos outros para atingir, no final, o prémio supremo: a imortalidade!

Não deixava de ser curioso que esses seres já eram imortais e bastava não se combaterem entre si para manterem a sua imortalidade. O facto de o fazerem permitiria, no final, garantir tão somente que mais ninguém os conseguiria matar. Era, digamos, como um seguro de vida: se forem o único imortal a existir não poderão morrer.

Após este pequeno desabafo sobre os meus pensamentos de fim-de-semana voltaremos a Oeiras.

Mas, para já, fiquemos com uma musiquinha...