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quinta-feira, 23 de abril de 2015

Filho da madrugada

Sou filho da madrugada.
 
Filho de uma madrugada que pôs fim a uma noite que parecia interminável.
 
Sou filho da madrugada.
 
Filho de uma madrugada que abriu as portas da minha vivência a um mundo tão distante quanto as fronteiras que limitavam o pensamento.
 
Sou filho da madrugada.
 
Filho de uma madrugada que permitiu que aqueles que, como eu, nasceram na madrugada ou no dia que dela se originou tivessem mais hipóteses de viver para lá desse tempo.
 
Sou filho da madrugada.
 
Filho de uma madrugada que me permitiu saúde.
 
Sou filho da madrugada.
 
Filho de uma madrugada que me permitiu educação.
 
Sou filho da madrugada.
 
Filho de uma madrugada que me abriu as portas do mundo para que fosse a sítios e locais anteriormente imaginados e que estavam aqui, tão perto.
 
Sou filho da madrugada.
 
Filho de uma madrugada que me deu mundo e que trouxe o mundo a mim.
 
Sou filho da madrugada.
 
Filho de uma madrugada que me tirou o medo. Levantou-me barreiras ao pensamento. Permitiu-me expressar ideias e opiniões.
 
Sou filho da madrugada.
 
Filho de uma madrugada que desaguou num dia nem sempre solarengo. Mas que mesmo no dia mais cinzento, no dia onde as intempéries do tempo mais se manifestam, no dia em que a tempestade mais atroz desaba sobre nós... mesmo nesse dia um raio de luz passa por entre as nuvens e eu posso vislumbrar o dia de amanhã.
 
Sou filho da madrugada.
 
E quando a noite chegar e eu definitivamente dormir, dormirei com a certeza que essa noite é egoisticamente minha. E que o dia, esse dia que iluminou a minha vida, continuará.
 
Por causa dessa madrugada!
 
 

quarta-feira, 1 de abril de 2015

April fool's day


Foi, de longe, a melhor mentira de 1 de Abril alguma vez contada.
 
É que só foi desmentida três meses depois... E tantos, mas tantos, acreditaram!

segunda-feira, 16 de março de 2015

There can be only one

Durante o fim-de-semana dei por mim a lembrar-me quer do filme quer da série Highlander.

Para quem não se lembra do enredo de ambos Highlander era a história de uns seres, humanos, que caminham entre nós e que lutam entre si pelo prémio de se tornarem imortais. Para tal tinham de se combater e matarem-se uns aos outros para atingir, no final, o prémio supremo: a imortalidade!

Não deixava de ser curioso que esses seres já eram imortais e bastava não se combaterem entre si para manterem a sua imortalidade. O facto de o fazerem permitiria, no final, garantir tão somente que mais ninguém os conseguiria matar. Era, digamos, como um seguro de vida: se forem o único imortal a existir não poderão morrer.

Após este pequeno desabafo sobre os meus pensamentos de fim-de-semana voltaremos a Oeiras.

Mas, para já, fiquemos com uma musiquinha...