Pois, também acho que seria bom para o país que a natalidade crescesse e até conheço muita gente cheia de vontade de contribuir para este desígnio nacional, multiplicando-se.
Cá em casa, por exemplo, há muito que desejamos multiplicar-nos. Não temos a ambição de ser os maiores contribuintes, mas já ficávamos felizes se nos pudéssemos multiplicar mais uma vez.
O problema é quando fazemos contas e chegamos à conclusão que não teríamos capacidade financeira. É que enquanto os nossos ordenados baixam, tudo à nossa volta aumenta de preço. Faço parte daqueles, os da chamada "classe média" que não são pobres, e por isso não têm nem isenções nem outras ajudas - pago umas das mensalidades mais altas de um Jardim de Infância de uma IPSS do Concelho de Oeiras - mas na verdade estão longe de ser ricos embora em muitos casos sejam tratados como tal.
A realidade que vivo com a minha família é partilhada com vários amigos e conhecidos. Alguns já emigraram, outros, que ainda permanecem vão abdicando, aqui e ali, de objectivos e sonhos que noutros tempos foi possível sonhar. Outros ainda, vão sobrevivendo, já nem se atrevendo a sonhar.
A minha sugestão é que já que que temos os "cofres cheios" bora lá ajudar a malta a ter condições para se multiplicar. Ah não, calma, talvez isso seja pedir demais...ainda se pedíssemos políticas de natalidade que não tivessem custos... Agora assim não, que as folhas de excel dizem que o que é preciso é cortar e diminuir o papel do Estado.
Bom, resta-nos então a conclusão do cartoon. E a partir de agora, continua a ser difícil ajudar no crescimento demográfico do país, mas já sei utilizar mais um eufemismo, que retribuo ao governo: multipliquem-se vocês!!!

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