Sempre ouvi dizer que “o que
nasce torto, tarde ou nunca se endireita”.
Escreve-se a torto e a direito
sobre o que se diz pensar, e diz-se a torto e a direito o que se quer. Grita-se
aos sete ventos. Os ventos… ciclónicos às vezes, entortam o pouco de direito
que poderia haver.
Hoje é assim, amanha será o
oposto. Hoje com ódio, amanha com paixão.
Vê torto. Vê mais torto.
Vê conforme se presume
posicionado ou a posicionar-se, sem nunca perceber que estar pendurado em algo
ou em alguém, não lhe dá direitos…só deveres, pagos hoje, pagos amanhã. Os direitos
conquistam-se com trabalho. Outra palavra que desconhecem. Vivem do trabalho de
outros e sempre que esse possa revelar-se capaz de os superar, destroem-no.
Olhamos e vemos muito disto.
Daqueles que por si só não valem. E só porque num momento de esperteza saloia
estiveram aqui e ali, conseguiram uns minutos de fama, que quando perdida, os
faz odiar tudo e todos à sua volta, capazes de na primeira oportunidade escrever,
vomitar qualquer coisa para sentirem que um dia a fama retorna.
Fazem parte do grupo dos que
gostam de sanear. Expressão datada que nos reporta à Ditadura. Essa é a sua
ideologia. Talvez tenham saudades. Acreditam que o sol quando nasce não nasce
para todos. E não deveria nascer a não ser para eles.

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