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sábado, 25 de abril de 2015

41º aniversário do 25 de Abril de 1974, na palavra dos autarcas de Oeiras

Depois do habitual hastear das bandeiras, seguiram-se as intervenções das forças políticas com representação na assembleia municipal de Oeiras.

O 25 de Abril é recordado de formas diferentes, e é sobre essas diversas, e até peculiares intervenções, que aqui deixamos as nossas leituras.

PAN - Os cães ladram e os chaimites passam.

CDS - 25 de Novembro sempre! Com um laivo de afinal a democracia não existe no meu partido.

BE - Sem nós nada existia….ups…afinal já não somos do PCP!

PCP - Sem nós o resto do mundo não existia, e a aproximação à sociedade, certamente não é a nossa prioridade e por isso não gostamos de comemorar esta data em instalações da sociedade civil.

PSD - Despique com o CDS no dia da confirmação da coligação para as próximas legislativas

PS - Ouvimos falar de Abril.

IOMAF - A lista de compras transformada na lista de obra feita.

E na voz do Sr. Presidente da Câmara - Acreditar. Acreditar. Acreditar. Sempre acreditou no SATU. Mas não acreditava neste traçado.

Da nossa parte,
Viva o 25 de Abril!


Alexandra Moura e Tiago Gonçalves

segunda-feira, 23 de março de 2015

Mais Torto que Direito


Sempre ouvi dizer que “o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita”.

Escreve-se a torto e a direito sobre o que se diz pensar, e diz-se a torto e a direito o que se quer. Grita-se aos sete ventos. Os ventos… ciclónicos às vezes, entortam o pouco de direito que poderia haver.

Hoje é assim, amanha será o oposto. Hoje com ódio, amanha com paixão.

Vê torto. Vê mais torto.

Vê conforme se presume posicionado ou a posicionar-se, sem nunca perceber que estar pendurado em algo ou em alguém, não lhe dá direitos…só deveres, pagos hoje, pagos amanhã. Os direitos conquistam-se com trabalho. Outra palavra que desconhecem. Vivem do trabalho de outros e sempre que esse possa revelar-se capaz de os superar, destroem-no. 

Olhamos e vemos muito disto. Daqueles que por si só não valem. E só porque num momento de esperteza saloia estiveram aqui e ali, conseguiram uns minutos de fama, que quando perdida, os faz odiar tudo e todos à sua volta, capazes de na primeira oportunidade escrever, vomitar qualquer coisa para sentirem que um dia a fama retorna.

Fazem parte do grupo dos que gostam de sanear. Expressão datada que nos reporta à Ditadura. Essa é a sua ideologia. Talvez tenham saudades. Acreditam que o sol quando nasce não nasce para todos. E não deveria nascer a não ser para eles. 

terça-feira, 17 de março de 2015

Neblina


Monet, Claude - Waterloo Bridge. Effect of Fog



"O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflecte."
Aristóteles

A triste história daqueles que são capazes de vender a sua “suposta” retidão, os seus tão proclamados valores, para alcançar o poder. Ignorantes do seu próprio passado. Confiantes num futuro preso por frágeis amarras, construído sobre areias que se movem ao sabor de uma qualquer eleição.

Joga-se em dois campos (não vá o diabo tecê-las), porque a esperteza só bafeja os que se julgam espertos...e a vitória será certa.
E a disputa continua, na dança frenética dos bastidores, onde tudo se sabe, onde tudo se esconde, onde tudo se joga.

A ambição tolda a visão, e a neblina é tal que não se vislumbra o ridículo. Vendedores de máquinas milagrosas, num tardio programa de televendas, que ao fim do primeiro uso serão enviadas para o fundo de uma arrecadação.

Sobem-se escadas, saltam-se degraus, sem medo da inevitável queda.
Ataca-se tudo e todos, não se olha a meios. Ignora-se o passado, na esperança que a neblina que lhes tolda a visão acabe por atingir aqueles que em tempos foram seus “inimigos”. Que os faça esquecer…

E afirmam. Afirmam todos os dias. Senhores de todas as verdades. De todas as certezas.

Ignorantes…sem sabedoria e sem sensatez.